''A Igreja que Francisco quer já existe nos Estados Unidos.'' Entrevista com George Weigel

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25 Setembro 2015

"Espero que Francisco complete a sua imagem dos Estados Unidos e entenda como a Igreja que ele quer já está aqui." Nos tempos de João Paulo II, do qual ele escreveu a biografia Testemunho de esperança, e de Bento XVI, George Weigel era um dos intelectuais norte-americanos mais ouvidos no Vaticano. Agora, talvez erradamente, é apresentado como uma das vozes críticas de Francisco entre os conservadores.

A reportagem é de Paolo Mastrolilli, publicada no jornal La Stampa, 24-09-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

O senhor escreveu na revista First Things que "os papas nos Estados Unidos proferiram palavras de desafio e de encorajamento, e isso seguramente vai continuar com a visita de Francisco". Que desafios e encorajamentos aos EUA o senhor espera do papa?
 
Espero que eles nos convide a ser mais sérios e reflexivos na nossa vida pública, e espero que encoraje a Igreja a continuar sendo a Igreja da "nova evangelização", ou aquilo que ele define como uma Igreja "permanentemente em missão". Os componentes mais vivos da Igreja nos Estados Unidos já existem e devem ouvir palavras de encorajamento do Santo Padre.
 
O senhor também escreveu o seguinte: "Aqui ele encontrará uma Igreja que, apesar de todas as suas dificuldades, é o melhor exemplo da sua 'Igreja permanentemente em missão" no mundo desenvolvido. Enquanto Francisco incentiva e desafia o seu rebanho norte-americano, a minha esperança é de que ele também seja desafiado, encorajado e até mesmo instruído pela fé vibrante que vai experimentar entre nós". Que desafios, encorajamentos e elementos instrutivos o senhor espera que Francisco receba na sua primeira visita aos EUA?
 
Espero que o papa complete a imagem dos EUA e do catolicismo norte-americano que ele trará consigo. Aqui há muita coisa que corresponde à sua visão da Igreja do futuro.
 
Falando de Bento XVI, o senhor escreveu que "ele foi longamente atacado pela imprensa norte-americana mais ignorante como reacionário e autoritário". Não é o mesmo erro cometido pelos comentaristas dos EUA que descrevem Francisco como liberal ou marxista?
 
Sim. Essas são caricaturas, não informações jornalísticas ou análises sérias.
 
Durante a sua recente visita à Bolívia, o Papa Francisco pediu para "colocar a economia a serviço das pessoas". Como essa mensagem será recebida e aplicada nos EUA?
 
Os empresários norte-americanos que já estão fazendo isso – oferecendo empregos, fazendo lucros honestos e compensando os investidores prudentes – devem ser encorajados por essa mensagem.
 
A encíclica Laudato si' tem sido criticada porque o papa abordou questões científicas ainda em discussão. O que o senhor acha da encíclica e do apelo de Francisco a considerar a responsabilidade em relação ao ambiente como uma obrigação moral?
 
A responsabilidade ambiental foi uma obrigação moral do livro do Gênesis, capítulo 1, versículo 28. A Laudato si' diz respeito muito mais a nós, como guardiões da criação. Pensamos em nós mesmos, e não nos peixes ou na terra. O papa está justamente preocupado com o fato de que uma atitude de depredar a natureza leve inevitavelmente a uma atitude de exploração em relação às pessoas.
 
O que o senhor acha das posições tomadas até agora pelo papa sobre os temas da vida, do aborto, do casamento?
 
O papa não "toma posições". O papa ensina que a Igreja Católica ensina sobre aborto e casamento.
 
O que o senhor acha dos seus esforços para reformar a Cúria e o IOR?
 
Parece-me que ele fez muito mais progressos na reforma financeira do que na reforma estrutural da Cúria.

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