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31 Julho 2015

O papa, é claro, não é "marxista", como o acusam os tea parties estadunidenses, não é "leninista", como a Economist o definira, não é "trotskista", como disseram dele quando o encontraram, primeiro no Vaticano, depois na Bolívia, os movimentos sociais de agricultores e catadores.

A nota é de Iacopo Scaramuzzi, publicada na revista Jesus, de julho de 2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O próprio Francisco citou abundantemente Dom Hélder Câmara: "Quando eu dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando eu pergunto por que os pobres não têm comida, me chamam de comunista".

As suas invectivas contra o "deus dinheiro", além disso, empalidecem diante das de um Padre da Igreja como Crisóstomo.

Os pobres, é o pensamento de Bergoglio, estão no centro do Evangelho. Eles vivem um estado objetivo de graça que os torna mais próximos de Deus, mais precários e, portanto, mais predispostos à oração.

O papa, porém, é também um político astuto. Ele conhece o significado dos símbolos. Como o crucifixo de madeira sobre a foice e o martelo que lhe foi dado de presente por Evo Morales. Enquanto crescia nos jornais a polêmica sobre a "afronta" do presidente boliviano, vazou a notícia de que a obra permaneceria na Bolívia, logo desmentida pelo próprio papa, que explicou que, ao contrário, ele a trouxera o artefato a Roma, tirado de um desenho do jesuíta Luis Espinal, morto em 1980 pelo seu compromisso em favor dos pobres, antes que o Vaticano condenasse o desvio marxista da teologia da libertação.

Francisco recomeça a partir daí para enterrar, para sempre, uma guerra fria que dividiu a América Latina, ameaçou inclinar a Igreja com o Ocidente, engomou a fé. Com Francisco, agora, a Igreja sai dos esquemas anquilosados, abre as portas para quem está longe, além das fronteiras da Rússia e da China, dois gigantes globais. Herdeiros do comunismo.

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