Apesar de recuperação econômica, uma em cada 5 crianças vive na pobreza nos EUA, diz pesquisa

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23 Julho 2015

Um informe divulgado nesta terça-feira (21/07) pela Fundação Annie E. Casey revela que, apesar da recuperação econômica verificada nos últimos anos nos Estados Unidos, uma em cada cinco crianças norte-americanas permanece na pobreza. No total, com relação a 2008, o número de crianças vivendo na pobreza aumentou em quase três milhões, passando de 13,2 para 16,1 milhões atualmente.

A reportagem é de Vanessa Martina Silva, publicada pelo Opera Mundi, 21-07-2015. 

Segundo dados do censo do país, pessoas com renda anual inferior a US$ 23.634 por família de dois adultos e duas crianças são consideradas abaixo da linha da pobreza.

Além disso, uma em cada sete crianças vive em comunidades com alto índice de pobreza, e o número delas em bairros onde o esse índice supera 30% é o maior desde 1990. Hoje, esse grupo da população em áreas de pobreza concentrada aumentou dois milhões na comparação com o período entre 2006 e 2010.

O estudo de 2015 tem como enfoque a avaliação do bem-estar infantil nos anos pós-recessão nas áreas da economia, educação, saúde, família e comunidade. É possível ler a versão completa (em inglês) aqui.

A conclusão a que chega o informe é que “a onda de recuperação econômica, com um aumento do emprego e uma riqueza mais concentrada, se estancou quando se trata de comunidades e famílias de poucos recursos, onde o futuro das crianças está ancorado à escassez e penúrias”.

Nesse sentido, o presidente da fundação, Patrick McCarthy, afirmou que “apesar de terem se passado vários anos desde o fim da recessão, milhares de famílias não se beneficiaram da recuperação econômica. Mesmo com o aumento do emprego nos últimos anos, muitos são postos de baixos salários e não podem suportar os gastos básicos de uma família”.

O relatório afirma que, em 2013, um em cada quatro crianças, ou seja, 18,7 milhões, vivia em um família de trabalhadores com baixos recursos. Quase um terço delas vivia em lares nos quais nenhum dos pais tinha emprego integral. E, quando os familiares estavam empregados integralmente, os salários e benefícios não eram suficientes para satisfazer as necessidades familiares.

Recorte étnico-racial

A taxa de pobreza tem corte étnico-racial, atingindo quase o dobro de crianças negras e indígenas, diz o estudo.

Dado que comprova a afirmação anterior, em 2014, os níveis de desemprego estavam abaixo de 10% para todos os grupos étnico-raciais, exceto os negros. Eles são também o único setor da sociedade no qual o nível de desemprego é o mais alto hoje do que antes da recessão.

Assim, crianças negras têm três vezes mais probabilidade que a média das crianças do país de viver em um bairro com alta pobreza e em famílias com apenas um dos pais.

As crianças indígenas, por sua vez, têm mais chance de não ter cobertura de seguro médico.
Já os latinos têm probabilidade maior de viver com chefes de família que não têm diploma de escola secundária.

“As estatísticas nacionais não revelam a crua realidade que milhões de crianças particularmente negros, latinos e indígenas vivem à beira da pobreza. Hoje em dia, enquanto a economia se recupera, vemos uma brecha crescente entre os níveis de vida de muitas crianças de cor e outras crianças”, afirmou a diretora associada para a reforma política e o direito da Annie E. Casey, Laura Speer.

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