“A visita de Francisco é um sopro de ar fresco para a América Latina”, afirma Rafael Correa

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Por: Jonas | 10 Julho 2015

“O que mais me surpreende no Papa é a sensibilidade, que é impressionante”. Rafael Correa, presidente do Equador, está esperando a chegada do Papa no aeroporto para a despedida, o último ato da visita de Francisco, que parte para Bolívia. Conta com um pouco de tempo para responder duas ou três perguntas a respeito da visita que está para ser encerrada.

 
Fonte: http://goo.gl/8Hqvi1  

A entrevista é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 09-07-2015. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

Presidente Correa, o que achou da visita do Papa?

Maravilhosa. Um sopro de ar fresco para a pátria e toda América Latina. Graças a Deus, o Papa atrai muita gente, havia milhões de pessoas nos diferentes momentos da visita. E não tivemos nenhum incidente sério para lamentar, a organização funcionou bem.

O que mais lhe surpreendeu nos encontros que teve com Francisco?

O que mais me surpreendeu foi a sensibilidade, que é impressionante.

O que pensa sobre as palavras que Bergoglio dirigiu ao seu país?

É preciso meditá-las profundamente. Porém, não apenas o que disse, mas também o que escreveu na “Evangelii Gaudium” e na “Laudato Si’”. O Papa está falando de forma muito clara e forte a todos os cristãos e, principalmente, aos latino-americanos, quando fala sobre exclusão, de injustiça, quando nos fala das injustiças que existem no mundo de hoje. Devemos refletir sobre tudo isto, especialmente nós, latino-americanos, que vivemos no continente mais injusto do mundo. O Papa também falou sobre a necessidade de um diálogo maior no Equador... “Claro que é necessário dialogar! Devemos dialogar. Mas, nós dialogamos com todos, desde o primeiro dia. Infelizmente, há grupos que acreditam que dialogar significa impor a própria agenda política, crendo que é a única.

Como recebeu a mensagem que Francisco lançou durante o encontro com a sociedade civil, em Quito?

Havia várias mensagens. O que mais gostei tem a ver com São Francisco: a mensagem da gratuidade, o que recebemos como dom para cultivar. Um pobre que morre de frio não é notícia, mas se a bolsa sobe um ponto é notícia mundial.

O Papa disse que a fé é revolucionária. Qual é a sua opinião?

A fé é revolucionária, claro. Todos podem interpretar estas palavras segundo sua conveniência, mas é necessário ser honestos. Esta é a história da Igreja: em nome do Evangelho há gente que assassinou, e em nome do Evangelho há gente que se deixou assassinar. Eu prefiro estar no segundo grupo.

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