Laudato si': um desafio para os poderosos do mundo. Entrevista com Marcelo Sánchez Sorondo

Revista ihu on-line

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Mais Lidos

  • Movimento que pediu pacote antiambiental a Paulo Guedes inclui Gerdau, Google, Amazon, Globo e outros

    LER MAIS
  • São Vicente de Paulo e a atualidade de sua herança espiritual

    LER MAIS
  • Refazer os padres, repensando os seminários. Artigo de Erio Castellucci

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


21 Junho 2015

"A nova encíclica é um verdadeiro desafio para os poderosos do mundo. Nós, naturalmente, sabemos que o petróleo é uma fonte fundamental para as multinacionais. Mas confiamos que o pensamento do pontífice pode incidir sobre as pessoas. E, no fim, serão justamente as populações que irão decidir."

Ele é o homem por trás dos bastidores da Laudato si'. O diretor dos congressos que levaram ao Vaticano as personalidades internacionais mais comprometidas a interagir com o pontífice: o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, o economista Jeffrey Sachs, o especialista climático Hans Joachim Schellnhuber. É o bispo e teólogo Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler da Pontifícia Academia das Ciências Sociais. Argentino, é um homem muito próximo de Jorge Bergoglio.

A reportagem é de Marco Ansaldo, publicada no jornal La Repubblica, 19-06-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Dom Sorondo, como nasceu a Laudato si'?

Ainda na Argentina. Quando Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, via que o seu país, com as tecnologias, havia triplicado a produção, mas levava menos trabalho para os agricultores, que, assim, acabavam nas favelas.

Você se ocupou com os primeiros contatos?

Eu me lembro que, no Brasil, com o cardeal López Trujillo, nós viajávamos de Aparecida ao Rio com um combustível feito de milho e soja. Depois de pouco tempo, o carro não andava mais.

Qual foi a preocupação do papa?

Unir a natureza com a justiça, que estão muito ligadas. Esse é um conceito novo. Com uma palavra nova: ambiente integral.

Depois, como vocês procederam?

O papa considerou a Academia das Ciências como um centro de pensamento. De lá, partiram as nossas iniciativas. Ele ouviu a todos. Depois, sozinho, em espanhol, escreveu o documento, revendo-o várias vezes.

Como você definiria essa encíclica?

Uma revolução epocal. A partir da mensagem de São Francisco, que não foi ouvida e seguida. Uma mensagem profundamente religiosa, contra as interpretações de certos políticos norte-americanos.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Laudato si': um desafio para os poderosos do mundo. Entrevista com Marcelo Sánchez Sorondo - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV