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08 Junho 2015

Em 1990, o primeiro Relatório do Desenvolvimento Humano (RDH) começou a discutir a ideia de que renda e economia não eram as únicas variáveis para se medir o desenvolvimento de uma nação. Ampliar as opções das pessoas para que elas pudessem viver como quisessem era fundamental para o conceito de desenvolvimento humano. A conquista de liberdades e oportunidades, nesse sentido, também passa pela liberdade sexual. É o que defende Glória Crystal, secretária adjunta para a Livre Orientação Sexual de Porto Alegre (RS).

A reportagem foi publicada por ONU Brasil, 01-06-2015.

“Eu acho importante no desenvolvimento humano ver o ser humano. Quando isso foi pautado, nunca se pensou em falar sobre sexualidade”, defende Crystal.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há mais de 60 mil casais homoafetivos vivendo juntos no país. Para que seja possível construir políticas públicas adequadas para essa parcela da população, Crystal acredita que “a base de tudo é a informação” e comemora com cautela a inclusão da pergunta sobre união homoafetiva realizada no último Censo Demográfico do IBGE, em 2010. “Eu fui entrevistada, mas em momento algum ele [o entrevistador] me perguntou isso”, afirma.

A ativista do movimento trans faz também uma ressalva importante sobre o modo como as pessoas se referem à sexualidade, diferenciando os conceitos de orientação e opção sexual. Ela explica que ninguém escolhe ser homossexual – portanto não é uma opção – ainda mais sabendo da discriminação e do preconceito que homossexuais sofrem durante toda a vida.

A entrevista com Crystal faz parte da série de vídeos Atlas Brasil – Desenvolvimento Humano em debate, realizada pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD). As entrevistas são gravadas com representantes de governos estaduais e municipais, ONGs, setor privado, academia, entre outros.

Cidadania, transparência, gestão pública e indicadores municipais são os temas centrais das entrevistas, que procuram demonstrar como indicadores de desenvolvimento humano podem colaborar para o empoderamento da sociedade, orientando caminhos e provocando a reflexão sobre os rumos do desenvolvimento humano no país.

Acompanhe a série também pelo canal do PNUD Brasil no YouTube.

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