Cristianismo deverá continuar o seu deslocamento da Europa para a África

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09 Abril 2015

A população cristã mundial tem se deslocado para o sul há pelo menos um século e deverá continuar a fazê-lo ao longo das próximas quatro décadas, de acordo com as novas projeções demográficas do centro de pesquisas norte-americano Pew Research Center. De uma forma geral, é esperado que o número de cristãos no mundo permaneça constante. Mas a composição europeia dos cristãos do mundo vai continuar a diminuir, enquanto o número de cristãos na África Subsariana aumentará dramaticamente.

A análise é de David Masci, publicada no sítio Pew Research Center, 07-04-2015. A tradução é de Claudia Sbardelotto.

Quase metade dos cristãos do mundo já residem na África e na região da América Latina e do Caribe. Em 2050, de acordo com o estudo do Centro de Pesquisas Pew, essas duas regiões serão o lar de mais de seis em cada dez dos seguidores de Jesus do mundo, com apenas um quarto dos cristãos vivendo na Europa e na América do Norte.

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Isso não foi sempre o caso. Em 1910, por exemplo, a Europa era o lar de cerca de dois terços (66%) dos cristãos do mundo, com a América do Norte seguindo em um distante segundo lugar com 15%.

Em 2050, espera-se que cerca de quatro em cada dez dos cristãos de todo o mundo (38%) estarão vivendo na África Subsariana, acima dos 24% em 2010 e dos menos de 2% em 1910.

Além disso, em 2050, cinco das 10 maiores populações cristãs do mundo - Nigéria, República Democrática do Congo, Tanzânia, Etiópia e Uganda - estarão na África, que tinha três das 10 maiores populações cristãs em 2010.

Em contrapartida, daqui a 35 anos, a participação dos cristãos globais que chamam a Europa de lar terá caído para cerca de 16% (de 26% em 2010). Além disso, apenas 10% dos cristãos do mundo estará vivendo na América do Norte, uma queda de 12% em 2010.

A parcela da população cristã mundial na América Latina e no Caribe também está prevista para cair um pouco, de cerca de 25% para 23%. Mas vai ser a região com o segundo maior número de cristãos, atrás apenas da África Subsariana.

A participação dos cristãos na região do Pacífico na Ásia, agora cerca de 13%, é esperada a continuar sendo a mesma em 2050. Mas a incerteza sobre os dados da China (que tem 1,3 bilhão de pessoas), em última análise, poderia mudar a estimativa de 2050.

O fator mais importante na determinação do futuro da distribuição global dos cristãos é o crescimento da população, que por sua vez é impulsionado por fatores como as taxas de fertilidade. A expectativa é de que a população total da África Subsariana, que é jovem e tende a ter mais filhos do que as pessoas de outras regiões, dobre entre 2010 e 2050, de 823 milhões para 1,9 bilhão.

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Ao mesmo tempo, a população total da Europa, que é mais velha e tem a mais baixa taxa de fertilidade de qualquer outra parte, tende a encolher, de 743 milhões em 2010 para 696 milhões em 2050.

A mudança de religião também desempenha um papel. Na Europa, a percentagem de pessoas que se dizem cristãs deve cair de cerca de 75% em 2010 para 65% em 2050, com o número daqueles que abandonaram o cristianismo desempenhando um papel importante, junto com a imigração dos membros de outros grupos religiosos e de outros fatores.

Da mesma forma, espera-se que a porcentagem de norte-americanos que se identificam como cristãos caia de 77% em 2010 para 66% em 2050, com fatores semelhantes em jogo (incluindo algumas pessoas que abandonarão o cristianismo e tornando-se religiosamente não afiliadas).

Apesar de uma redução da proporção de americanos que são cristãos, os Estados Unidos deverão continuar sendo o país com a maior população cristã do mundo, com uma estimativa de 262 milhões de cristãos em 2050.

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