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03 Março 2015

A América Latina recebe mais dinheiro da China que do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento juntos, segundo a Base de dados Financeiros da China e da América Latina. Somente em 2014, o país asiático emprestou à região 22 bilhões de dólares (63 bilhões de reais) – 71% a mais que no ano anterior. Isso eleva para 119 bilhões o total da dívida desde 2005. Os principais mutuários são Venezuela, Brasil, Argentina e Equador.

A reportagem é de Alba Casas Manzano, publicada pelo jornal El País, 28-02-2015.

Os bancos chineses têm a possibilidade de financiar empresas ou países aos quais as entidades ocidentais não têm acesso. Ao estabelecer acordos apoiados em um intercâmbio de serviços e produtos, e não só de dinheiro, podem cobrar juros mais baixos e, portanto, atuar em regiões mais pobres ou com economias mais instáveis. Em 2010, China emprestou 10 bilhões de dólares à Argentina a juros vários pontos abaixo do mercado, para que o país construísse uma rede ferroviária. As empresas encarregadas do projeto eram, no entanto, sociedades do país asiático, por isso o receptor último do dinheiro era a própria a China. Foi essa garantia que permitiu ao país oriental fixar condições tão competitivas.

Segundo um estudo comparativo da Universidade Nacional Autônoma do México, 69% dos empréstimos emitidos pelo país asiático foram feitos em troca de petróleo. Nesses casos, a região que recebe o dinheiro promete enviar, enquanto a dívida estiver vigente, uma quantidade determinada do combustível à China, que vende a matéria fóssil a preço de mercado dentro de suas fronteiras. Segundo o mesmo relatório, desde 2008, a Venezuela negociou seis desses créditos por um total de 44 bilhões de dólares. O Equador assinou um em 2009; outro em 2010; e mais dois em 2011; os quatro somam 5 bilhões de dólares. O Brasil também não fica atrás: a Petrobras contraiu, em 2009, uma dívida de 10 bilhões de dólares com o país asiático.

Os valores

A China aumentou em 71% o montante de empréstimos à região:

Venezuela: 16 empréstimos no valor de 56,3 bilhões de dólares
Brasil: 10 empréstimos no valor de 22 bilhões de dólares
Argentina: 10 empréstimos no valor de 19 bilhões de dólares
Equador: 12 empréstimos no valor de 10,8 bilhões de dólares
México: 3 empréstimos no valor de 2,4 bilhões.

“Respaldar os empréstimos com remessas de petróleo mantém os riscos em um nível mínimo”, afirmou Chen Yuan, que fundou em 1994 o Banco de Desenvolvimento Chinês, a entidade que cedeu mais dinheiro à América Latina: 83 bilhões de dólares, mais de 60% da dívida. Para os países latino-americanos, contudo, essa forma de empréstimo pode ser menos satisfatória. Ao comprometer-se a enviar uma quantidade fixa de combustível durante certo período de tempo, estão na realidade vendendo o produto a um valor fixo ao país asiático. Isso os impede de beneficiar-se de eventuais altas no preço da matéria fóssil.

Enquanto as negociações entre a China e América Latina avançam, os bancos ocidentais são regidos por condições de risco que os obrigam a usar taxas impositivas mais altas e, portanto, ser menos competitivos.

Outra característica que torna o dinheiro asiático mais atraente que o ocidental é que não impõe medidas intervencionistas. Ou seja, o Governo oriental não pretende controlar a transparência nem a eficiência do investimento; enquanto organismos como o Banco Mundial exigem declarações financeiras ou informes de avaliação aos mutuários. Isso marca uma diferença entre quem pede dinheiro a um ou a outro. Em geral, os países com governos de esquerda preferem recorrer à China e evitar, assim, a imposição de políticas neoliberais.

Além disso, embora as políticas chinesas de proteção ambiental tenham avançado nos últimos anos, não estão ao nível das ocidentais, por isso as exigências impostas em seus contratos são mais leves. Mais um afetado por esse fenômeno financeiro: o meio ambiente.

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