Papa Francisco critica órgãos de ajuda internacional e fala sobre controle de natalidade

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21 Janeiro 2015

O Papa Francisco criticou duramente, mesmo que de forma oblíqua, a maneira como as nações financeiramente estáveis oferecem ajuda aos países em desenvolvimento, dizendo que, às vezes, elas exigem privilégios que parecem ecos das ditaduras do século XX.

O pontífice também fez uma declaração aparentemente sem precedentes sobre o fato de que os católicos podem ter uma responsabilidade moral para limitar o número de seus filhos, ao mesmo tempo em que reafirmou a proibição do Papa Paulo VI do uso de métodos artificiais de controle de natalidade.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada no sítio National Catholic Report, 19-01-2015. A tradução é de Claudia Sbardelotto.

A declaração de Francisco sobre a ajuda internacional foi um esclarecimento de uma advertência anterior contra o que ele chamou de "colonização ideológica" da vida familiar, feita durante uma reunião com as famílias, nas Filipinas, na semana passada. Em declarações à mídia, na segunda-feira, Francisco contou uma história de um ministro da educação pública, seu conhecido a quem foi oferecido dinheiro para a construção de novas escolas para os pobres.

Para receber o dinheiro, disse Francisco, o ministro teve de concordar em usar um livro curricular que ensinava, o que o pontífice chamou, a "teoria de gênero".

"Isso é colonização ideológica", disse o papa. "Ela coloniza as pessoas com uma ideia que muda, ou quer mudar, uma mentalidade ou uma estrutura".

"Isso não é novo" ele continuou. "O mesmo foi feito pelos ditadores do século passado. Eles vieram com sua própria doutrina - pensem nos Balilla [grupos de jovens fascistas da Itália], na Juventude Hitlerista".

"Eles colonizaram as pessoas", ele continuou. "Quanto sofrimento - os povos não devem perder a liberdade".

"Cada povo tem a sua própria cultura", disse Francisco. "Mas quando as condições impostas vêm dos colonizadores imperiais, eles procuram fazer com que esses povos percam sua própria identidade e criam uma homogenia".

Francisco falou, na segunda-feira, em uma coletiva de imprensa de quase uma hora de duração a bordo do avião papal que viajava de volta para Roma vindo das Filipinas. Ele estava respondendo a uma pergunta sobre as declarações que fez na sexta-feira, na qual ele alertou contra essa colonização em uma aparente referência aos esforços para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o uso de contraceptivos.

Durante a coletiva de imprensa, o papa também confirmou detalhes de sua próxima viagem aos Estados Unidos em setembro. Pela segunda vez em uma semana, Francisco também reafirmou a doutrina católica que proíbe o uso de controle de natalidade.

Papa reafirma proibição de controle de natalidade

Francisco disse que o Papa Paulo VI, cuja encíclica Humanae Vitae de 1968 delineou a proibição de anticoncepcionais, estava advertindo sobre um "neomalthusianismo", uma referência a teorias que sugeriram, durante a década de 1960 e 1970, que o crescimento exponencial da população global levaria a uma crise alimentar mundial irreversível.

Citando as baixas taxas de natalidade, especificamente na Itália e na Espanha, Francisco disse que tal neomalthusianismo "procura controlar a humanidade".

Ao mesmo tempo, no entanto, Francisco fez uma declaração que parece sem precedente para um papa, que sugere que os pais podem ter a responsabilidade de limitar o número de seus filhos, dizendo: "Isso não significa que o cristão deve fazer filhos em série".

Contando a história de uma mulher que conheceu em uma paróquia em Roma há vários meses a qual tinha dado à luz a sete filhos via cesariana e estava grávida de um oitavo, Francisco perguntou: "Será que ela quer deixar os sete órfãos?".

"Isso é tentar a Deus", disse ele, acrescentando depois: "Isso é uma irresponsabilidade". Os católicos, disse o papa, devem falar de "paternidade responsável".

"Como podemos fazer isso?", perguntou Francisco. "Com diálogo. Cada pessoa com seu pároco busca como fazer essa paternidade responsável".

"Deus nos dá métodos para sermos responsáveis", continuou ele. "Alguns pensam que - desculpem a palavra - que, para sermos bons católicos, devemos ser como coelhos, não?"

"Isso é claro e é por isso que na Igreja há grupos para casais, há especialistas nesta matéria, há párocos", disse Francisco. Usando o termo para uma prática que segue a lei da Igreja, ele continuou: "Eu sei que há muitas, muitas maneiras lícitas que permitem isso".

Francisco estava falando sobre o controle de natalidade, em resposta a uma pergunta de um jornalista filipino. O uso de contracepção nas Filipinas é uma questão controversa, já que o governo desse país aprovou recentemente o acesso a contraceptivos mesmo com a oposição enérgica dos bispos católicos.

As respostas do papa em relação ao controle de natalidade e colonização ideológica foram parte de uma ampla coletiva que tocou em uma série de outros assuntos, incluindo: corrupção em estruturas da Igreja, o lugar das mulheres na liderança da Igreja e os maus tratos aos pobres que segundo o pontífice poderiam ser comparados a uma nova forma de "terrorismo de Estado".

"Colonização ideológica"

Para continuar a esclarecer seu conceito de "colonização ideológica", Francisco disse que ouviu as preocupações sobre o assunto de bispos africanos durante Sínodo do ano passado, que lhe afirmaram que muitas vezes enfrentam escolhas difíceis quando lhes são apresentadas condições de aceitação para receberam a tão necessária ajuda financeira.

"Eu digo a muitos que eu já vi isso", disse o papa.

Francisco comparou tal colonização às críticas que frequentemente faz sobre o processo de globalização - dizendo que a homogeneização dos povos é "a globalização da esfera - onde todos os pontos são equidistantes do centro".

"É importante globalizar, mas não como a esfera - mas como o poliedro", ele continuou. "Ou seja, que cada povo, cada parte, conserve a sua própria identidade, sem ser ideologicamente colonizado".

Francisco, na segunda-feira, também revelou planos mais concretos para a sua viagem aos Estados Unidos em setembro, confirmando relatos de que ele está planejando visitar as cidades de Filadélfia, Nova York e Washington, mas afirmou que é improvável que ele seja capaz de viajar para a Costa Oeste ou para a fronteira dos EUA com o México.

Mencionando seu anúncio anterior de que vai canonizar o padre franciscano Junipero Serra durante a viagem, um missionário do século XVIII que trabalhou no Oeste dos EUA e México, Francisco disse: "Eu gostaria de ir para a Califórnia para a canonização ... mas eu acho que há o problema do tempo, pois requereria mais dois dias [de viagem]".

É mais provável, disse o papa, que ele formalizará a canonização durante uma liturgia na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição em Washington. Francisco disse que também poderá haver algum tipo de evento para marcar a ocasião no edifício do Capitólio dos Estados Unidos, que contém uma estátua do futuro santo.

Francisco foi convidado a dirigir uma sessão conjunta do Congresso durante a sua visita, que ele está fazendo, principalmente, para atender o Encontro Mundial das Famílias de 22 a 27 de setembro, na Filadélfia. Também é possível que o pontífice fale às Nações Unidas em Nova York.

Francisco também disse, na segunda-feira, que teria preferido fazer uma visita à fronteira sul dos EUA, mas brincou que ele não poderia fazer isso sem visitar a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe na Cidade do México.

Nenhuma visita à fronteira durante a viagem aos EUA

"Entrar nos Estados Unidos pela fronteira do México seria uma coisa bonita, como um sinal de fraternidade e de ajuda aos imigrantes", disse ele. "Mas vocês sabem que ir ao México sem visitar a Madonna seria um drama. Até uma guerra poderia acontecer!".

"Eu acho que serão apenas essas três cidades", continuou ele. "Mais tarde, haverá tempo para ir ao México".

Francisco falou brevemente sobre o papel da mulher na Igreja dizendo que as mulheres trazem novas perspectivas às comunidades da Igreja.

"Quando eu digo que é importante que as mulheres sejam levadas em maior consideração na Igreja, não é só para dar-lhes uma função como secretárias de um dicastério", disse ele, referindo-se ao nome genérico para os cargos de segundo escalão para os diferentes escritórios do Vaticano antes de acrescentar: "Mas isso também pode ser bom".

"Não, é que elas podem nos dizer como sentem e vêem a realidade", continuou ele. "Porque as mulheres vêem as coisas com uma riqueza diferente, uma riqueza maior".

Respondendo a uma pergunta sobre a corrupção na Igreja, Francisco lembrou de uma vez quando era bispo auxiliar na Argentina e a ele foram oferecidos cerca de 400 mil dólares para serem usados no ministério para os pobres - sob a condição de que ele aceitasse o dinheiro por baixo dos panos e permitisse que os benfeitores ficassem com a metade da soma.

Com uma linguagem bastante colorida, o pontífice disse: "Naquele momento eu pensei sobre o que eu faria: ou eu iria insultá-los e dar-lhes um pontapé onde o sol não brilha ou eu me faria de bobo".

Enfatizando que ele vê a Igreja como uma comunidade de pecadores, o papa continuou: "Vamos lembrar o seguinte: pecadores, sim, corruptos, não; corruptos, nunca".

"Devemos pedir perdão pelos católicos, pelos cristãos que escandalizam com a sua corrupção", disse Francisco. "É uma ferida na Igreja, mas há tantos santos, muitos santos - e santos pecadores, mas não corruptos".

Sobre o Dalai Lama

Mais tarde, durante a coletiva de imprensa, Francisco também refutou as notícias que diziam que ele havia se recusado a se encontrar com o Dalai Lama, na época em que o líder budista estava em Roma no ano passado, porque o papa não queria prejudicar as relações entre o Vaticano e a China.

Enquanto os laços formais entre a Santa Sé e o país asiático estão cortados desde 1951, Francisco já disse várias vezes que gostaria de reparar o relacionamento e estaria disposto a viajar para a China.

"Eu vi que alguns jornais disseram que eu não o recebi por medo da China", disse o papa. "Isso não é verdade".

A recusa em atender, disse Francisco, deveu-se a um protocolo da Secretaria de Estado do Vaticano de que o papa não recebe "pessoas desse nível" quando estas estão em Roma para conferências.

"O motivo não foi a recusa de uma pessoa ou o medo da China", disse ele, mencionando que ele também não havia se reunido com autoridades da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura quando estas estavam em Roma no ano passado.

Mais viagens programadas

Francisco também confirmou provisoriamente, na segunda-feira, que ele está planejando visitar três países latino-americanos no final deste ano - Equador, Bolívia e Paraguai - e dois países africanos: República Centro-Africano e Uganda.

O papa disse que ele estava falando "hipoteticamente", e que ele e os organizadores ainda precisam determinar quando seria melhor ir para a África por causa do clima quente da região durante o verão e a epidemia de ebola.

Francisco também acrescentou que em 2016 ele gostaria de viajar para o Chile, Argentina e Uruguai, mas disse que ainda não há planos firmes para essas visitas. Ele acrescentou que ele também gostaria de visitar o Peru, mas disse que ele e os organizadores "não sabem onde colocá-lo" em sua agenda.

O anúncio de todas as viagens levou o padre jesuíta Federico Lombardi, que foi moderador da coletiva de imprensa, a adicionar que "tudo é provisório", antes de brincar: "Nós já temos um programa bem preciso e amplo das viagens dos próximos anos".

Francisco visitou as Filipinas na semana passada, a segunda parada em uma viagem asiática de duas partes, iniciada no Sri Lanka.

Falando de seu tempo nas Filipinas, Francisco disse, na segunda-feira, que ele estava profundamente comovido com uma missa ao ar livre, celebrada em Tacloban, uma área do país que foi severamente devastada pelo tufão Yolanda em 2013.

Francisco celebrou a missa em meio a uma tempestade tropical que atingiu a área, abaixo de uma chuva que enxarcava uma multidão de cerca de 300.000 e ventos de 60 milhas por hora.

Ver as pessoas lá, apesar das condições, disse o pontífice, "Eu me senti como se eu estivesse aniquilado. Eu quase não conseguia falar".

Francisco também disse que ficou impressionado com a quantidade de pessoas no meio da multidão - um número recorde de 6 milhões em uma missa ao ar livre com o papa em Manila no domingo - que estava levantando as crianças para receber uma bênção papal.

Foi um gesto, disse o papa, que queria dizer "Este é o meu tesouro, este é o meu futuro, este é o meu amor, por isso vale a pena trabalhar, por isso vale a pena sofrer".

"É a maneira que eles fizeram isso que me surpreendeu", disse ele. "O gesto de maternidade, de paternidade, de entusiasmo, de alegria".

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