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27 Maio 2015

A hierarquia eclesiástica católica irlandesa é a grande derrotada do referendum que aprovou o matrimônio gay.

A reportagem é de Luca Kocci, publicada no jornal Il Manifesto, 24-05-2015. A tradução é de Benno Dischinger.

Há meses os bispos saíram em campo para o Não. A campanha eleitoral da Conferência episcopal da Irlanda tinha começado em dezembro, com uma nota pastoral, difundida em todas as paróquias, na qual se afirmava que “redefinir a natureza do matrimônio significa destruir uma estrutura importante da sociedade”. Em março a Assembleia dos bispos publicou um novo documento direcionado aos católicos: “o matrimônio é importante, refleti antes de modificá-lo”.

Nas últimas semanas os apelos se multiplicaram, até o domingo antes da votação, quando os bispos escreveram direta e pessoalmente aos fiéis. “É a natureza que nos diz que as uniões entre pessoas do mesmo sexo são objetivamente diversas da união complementar entre um homem e uma mulher” , disse Monsenhor Eamon Martin, presidente da Conferência episcopal irlandesa. E, para Diarmuido Martin, arcebispo de Dublin, “modificar a definição tradicional do matrimônio como união entre um homem e uma mulher representa uma ruptura com a história humana e com a própria natureza desta instituição”.

No entanto, vistos os resultados do referendum, declarações e apelos não serviram para nada. Sinal evidente que a Igreja irlandesa perdeu grande parte de sua influência sobre a sociedade – também por causa dos numerosos escândalos, das “Casas Magdalene” aos tantos casos de pedofilia do clero, que minaram a própria credibilidade – e que existe uma fratura sempre maior entre doutrina, episcopado e fiéis, os quais reivindicam a própria fé religiosa, mas, em nome da liberdade de consciência, desatendem às prescrições eclesiásticas, principalmente em matéria de ética sexual, tanto que os jovens católicos e a Igreja de base se enfileiraram e votaram maciçamente Sim. Situação que se verifica não só na Irlanda, mas um pouco por toda parte, como emergiu do debate, ainda em curso, em vista da última fase do Sínodo sobre a família (em outubro), no qual se evidencia um “cisma não declarado” entre hierarquia e fiéis: há grande dificuldade em “aceitar integralmente” o ensinamento da Igreja sobre “controle dos nascimentos, divórcio e novas núpcias, homossexualidade, convivência, relações pré-matrimoniais, ou fecundação in vitro”, admitem os bispos.

Com os resultados não ficará contente o Papa Francisco, o qual por mais vezes falou de “ideologias colonizadoras” que “procuram destruir a família”, entendendo uniões de fato e casais homossexuais. Nem o cardeal Bagnasco que, na quinta-feira passada, ao termo da Assembleia da CEI, disse que uma vitória do Sim na Irlanda “não faria bem à família e a toda a sociedade”. São ainda mais nítidos os grupos católicos tradicionalistas. “Caros irlandeses, não vós iludais: as uniões gays continuam eticamente contra o homem”, comenta o voto a União de cristãos católicos racionais.

E ontem e hoje serão realizadas vigílias em cem praças italianas promovidas por Sentinelas em pé “para exprimir dissenso com as providências legislativas que aniquilam nossa sociedade destruindo a família”. O objetivo, todavia, não é a Irlanda, mas o decreto sobre as uniões civis em discussão na Itália.

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