Em troca de cartas com movimentos sociais, papa Francisco reafirma luta por terra, teto e trabalho

Revista ihu on-line

Base Nacional Comum Curricular – O futuro da educação brasileira

Edição: 516

Leia mais

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Mais Lidos

  • “O grande erro da esquerda é pensar que movimentos sociais são sempre bons", afirma Manuel Castells

    LER MAIS
  • Um milhão de crianças fora da escola: o absurdo do trabalho infantil no Brasil

    LER MAIS
  • Discurso da esquerda não dá a Lula a menor chance de fazer bom governo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

07 Janeiro 2015

Terra, teto e trabalho. Dissipando as últimas desconfianças que movimentos sociais poderiam ter com relação ao papa Francisco — sobre quem pesam boatos de ter colaborado com a ditadura argentina —, uma troca de correspondências entre os grupos sociais que participaram do EMMP (Encontro Mundial de Movimentos Populares) e o sumo pontífice, entre o final de 2014 e o começo deste ano, evidencia o compromisso do Vaticano com questões sociais e, sobretudo, como afirmou Jorge Mario Bergoglio, com os "três Ts": terra, teto e trabalho, principal reivindicação do grupo.

A reportagem é de Vanessa Martina Silva, publicada por Opera Mundi, 06-01-2014.

Os participantes do EMMP escreveram a Francisco no final dezembro do último ano para “asseverar a relação entre o papa e os movimentos” e agradecer o comprometimento do sumo pontífice com a solução para a libertação de três dos Cinco Cubanos antiterroristas que permaneciam presos nos Estados Unidos e também do cidadão norte-americano Alan Gross, detido na ilha desde 2009, em 17 de dezembro. Isto, porque, durante o encontro com o papa realizado no Vaticano entre 27 e 29 de outubro, os mais de 100 dirigentes sociais de todos os continentes presentes pediram que ele interviesse na contenda envolvendo os cubanos.

“Fiel a seu estilo, Francisco recebeu nosso pedido com humildade. Poucas semanas depois, vimos com alegria o fruto do trabalho silencioso que ele vinha realizado há meses”, escreveram.

As negociações secretas para o histórico acordo entre os Estados Unidos e Cuba duraram um ano e meio e foram realizadas no Canadá com o incentivo do papa. Por isso, seguem os movimentos, “fizemos chegar uma carta de agradecimento”.

“Os movimentos populares do mundo estamos muito orgulhosos e esperançosos com os frequentes exemplos que [Francisco] nos tem dado. Sua coragem para enfrentar temas internos da Igreja e os temas políticos que afetam os poderosos nos dá ânimo. O mundo não está perdido! A humanidade tem energias suficientes para reverter e construir uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária”, escreveram os integrantes do EMMP.

Da mesma forma, os movimentos afirmaram estar trabalhando em cima do tema do discurso final do encontro de outubro e se comprometem a seguir com a missão de “organizar o povo, sobretudo os mais pobres, para que se mobilizem e lutem por seus direitos historicamente negados” e dizem ao papa que a melhor pregação que ele pode fazer é “seguir dando exemplo da luta cotidiana contra qualquer injustiça em qualquer parte do mundo”.

Como resposta, em missiva datada de 02 de janeiro, endereçada às organizações populares, Francisco disse lembrar com “alegria o encontro em Roma” e pediu que o “Senhor os mantenha forme na luta pelos ideais que os movem. Que cada dia seja mais realidade aquilo pelo que lutam: os três Ts (terra, teto e trabalho)”.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Em troca de cartas com movimentos sociais, papa Francisco reafirma luta por terra, teto e trabalho - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV