130 mil pessoas vivem em condições precárias de moradia na Região Metropolitana de Porto Alegre

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Por: Guilherme Tenher e Marilene Maia | 30 Janeiro 2019

Mais de 53 mil pessoas moravam em domicílios que apresentavam ônus excessivo com aluguel e 130.680 pessoas com ao menos uma inadequação de moradia na Região Metropolitana de Porto Alegre. O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, acessou a base de dados da Síntese dos Indicadores Sociais do ano passado, relacionados com o ano de 2017 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua- PNAD do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

No ano de 2016, o rendimento mediano per capita dos domicílios era de R$1.759 na Região Metropolitana de Porto Alegre-RMPA, R$1.177 no Rio Grande do Sul-RS e R$ 906 no Brasil. Em 2017, esses mesmos rendimentos passaram para R$1.766, R$1.193 e R$933, respectivamente. Em termos percentuais, pode-se dizer que os rendimentos medianos dos domicílios da RMPA subiram 0,40%, do estado 1,36% e do país 2,98%. O rendimento mediano per capita é uma medida que pode se tornar mais esclarecedora que o rendimento médio, pois quando se considera a mediana, pressupõe-se tal métrica não é deslocada por valores muito altos ou muito baixos e representa melhor onde estão a maioria das observações em um conjunto de dados assimétricos. Logo, a mediana expressa o valor que separa metade das pessoas abaixo dela e a outra metade acima dela. Neste caso, para o Brasil, pode-se dizer que metade dos brasileiros vivem com uma renda inferior a R$933, por exemplo. Essa interpretação torna-se análoga aos valores para o Rio Grande do Sul e a Região Metropolitana de Porto Alegre.

Considerando o Brasil com uma população de 207.088.000 habitantes, constata-se que no ano de 2017 1,3%, ou 2,6 milhões de pessoas, tinham uma casa com paredes externas construídas predominantemente com materiais não duráveis, ou seja, paredes de taipa não-revestida, de madeira aproveitada e de outros materiais que sejam diferentes de uma parede de alvenaria (revestida ou não). Em adição, 5,9% da população ou, em termos absolutos, 12,2 milhões de pessoas, residiam em domicílios com adensamento excessivo, desta forma, considera-se que há adensamento excessivo em uma casa em que há mais de 3 moradores por dormitório. Outro fator utilizado na pesquisa é o ônus excessivo com aluguel, sendo assim considerando quando há domicílios alugados onde o valor declarado do aluguel iguala ou supera 30% da renda domiciliar. Logo, foi registrado que 4,9% da população possuía esta inadequação de moradia, isto é, um total de 10.147.312 pessoas. 

Os dados relacionados à acessibilidade e adequação de infraestrutura externa aos domicílios revelam que o país possuía cerca de 74,3 milhões de pessoas que conviviam com a ausência de esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial no ano de 2017. Por fim, 25,2% da população brasileira, ou seja, mais de 52 milhões de pessoas, possuíam restrições de acesso à internet em seus domicílios também para o mesmo ano de análise.

Dos 11.310.000 habitantes do Rio Grande do Sul em 2017, 0,4% ou 45 mil pessoas não possuíam banheiro de uso exclusivo do domicílio, 2,3% ou 260 mil pessoas residiam em uma casa com paredes externas construídas predominantemente com materiais não duráveis, 2,9% ou 328 mil pessoas viviam em domicílios com adensamento excessivo, 3% da população ou 339 mil pessoas moravam em domicílios com ônus excessivo com aluguel e 8% ou 904.800 pessoas com ao menos uma inadequação de moradia.

Em 2017, no estado, cerca de 1,3 milhão de pessoas não possuíam abastecimento de água por rede geral e 2,4 milhões de habitantes que possuíam restrições de acesso à internet em seus domicílios.

A Região Metropolitana de Porto Alegre com 1.485.000 habitantes em 2017 registrou 9 mil pessoas ou 0,6% da população com ausência de banheiro de uso exclusivo do domicílio. No mesmo ano 2,3% dos habitantes da região ou cerca de 34 mil pessoas residiam em uma casa com paredes externas construídas predominantemente com materiais não duráveis, 58 mil habitantes ou 3,9% da população viviam em domicílios com adensamento excessivo, 3,6% ou mais de 53 mil pessoas moravam em domicílios que apresentavam ônus excessivo com aluguel e 8,8% ou 130.680 pessoas com ao menos uma inadequação de moradia.

Na região, mais de 43 mil pessoas não possuíam esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial no ano de 2017, bem como 201.960 pessoas possuíam restrições de acesso à internet em seus domicílios.

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