Aumento dos postos de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre reduz a taxa de desemprego em julho

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31 Agosto 2017

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre diminuiu no mês de julho, em função de que mais vagas foram ocupadas. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30), pela Fundação de Economia e Estatística – FEE. O Observatório da Realidade e das Políticas Públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, compartilha a pesquisa desenvolvida pela FEE.

Eis o texto

Em julho, a taxa de desemprego fechou em 10,4%, uma redução em relação aos 11% da taxa de junho. O número total de desempregados foi estimado em 190 mil pessoas, apresentando queda de 5 mil em relação ao mês anterior. De acordo com a economista do DIEESE, Virgínia Donoso, esse resultado ocorreu porque voltou a crescer o número de pessoas ocupadas em um contingente superior aos que ingressam no mercado de trabalho, reduzindo o número de desempregados.

Os dados divulgados também revelam que todos os setores da atividade econômica apresentaram desempenho positivo. A destaque foi a indústria de transformação com mais 29 mil ocupados (aumento de 11,7%). O setor de serviços ampliou 2,8% com mais 24 mil ocupados; comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas garantiram mais 5 mil ocupados (1,5%); e o setor de construção teve mais 2 mil ocupados (1,8%). De acordo com a Economista da FEE, Cecília Hoff, o aumento do emprego na indústria está relacionado com uma pequena recuperação que vem sendo observada no segmento metal-mecânico. No entanto, a economista alerta que embora seja um dado positivo ainda é insuficiente para compensar os empregos perdidos no setor desde 2014.

Segundo a posição na ocupação, o total de assalariados aumentou. No setor privado, ocorreu aumento do emprego (mais 34 mil, ou 3,7%), especialmente com carteira (4,3%). Também foi registrado acréscimo entre os trabalhadores autônomos (8,4%) e entre os empregados domésticos (8,1%). No setor público, julho registrou relativa estabilidade (menos 1 mil, ou -0,6%).

De maio para junho de 2017, o rendimento médio real reduziu para o total de ocupados (-2,6%), os assalariados (-2,2%) e os trabalhadores autônomos (-2,1%). Em termos monetários, esses rendimentos passaram a corresponder a R$ 1.902, R$ 1.942 e R$ 1.575 respectivamente.

Primeiro semestre de 2017

Para Iracema Castelo Branco, coordenadora da PED pela FEE, os dados de julho/2017 representam uma mudança de tendência em relação ao que foi observado no mercado de trabalho da RMPA até o primeiro semestre do ano, mas ainda é cedo para sabermos se isso irá se manter nos próximos meses.

Os dados consolidados para o primeiro semestre de 2017, em relação ao mesmo período de 2016, mostram uma dinâmica de redução de 4,5 % da ocupação (-77 mil pessoas) num contingente semelhante à saída de pessoas do mercado de trabalho (-4,1% ou-76 mil pessoas), fazendo com que o número de desempregados ficasse praticamente estável em 196 mil pessoas. Houve ainda redução da taxa de participação de 52,7% para 50,5%, ou seja, quantos da população em atividade estão no mercado de trabalho. A taxa de desemprego ficou em 10,9% no primeiro semestre deste ano.

Lúcia Garcia, coordenadora técnica do sistema PED, destaca que esses dados semestrais dimensionam o nível de precariedade que o mercado de trabalho alcançou, chegando a rendimentos inferiores aos patamares de 1993, época do auge da crise produtiva. “A crise política e econômica vem produzindo um efeito de erosão muito acentuada no mercado de trabalho com perda de qualidade de postos de trabalho e, sobretudo, perda do valor do trabalho”, argumenta.

Em valores absolutos a média de rendimentos no primeiro semestre de 1993 era de R$2021,00. O rendimento médio real dos ocupados, assalariados e autônomos na RMPA no primeiro semestre de 2017 é de R$ 1900,00.

Acesse aqui o informe da PED-RMPA.

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