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26 Julho 2017

Encerraram-se nessa terça-feira, 25, na Polônia, os trabalhos da comissão para a unidade das duas Igrejas cristãs, que, em meio século, produziu documentos que são marcos do caminho ecumênico.

A reportagem é de Claudio Geymonat, publicada por Riforma, 25-07-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O ano de 2017, já conhecido pelas festividades ligadas aos 500 anos do início da Reforma protestante, marca também os 50 anos da retomada do diálogo entre a Igreja Católica e a Federação Luterana, depois de um silêncio de séculos. De 1967, a dois anos do fim do Concílio Vaticano II, até os nossos dias, os encontros, o trabalho teológico comum, os documentos se multiplicaram.

Concluiu-se nessa terça-feira, em Kamién Slaski, na Polônia, o encontro anual da Comissão para a Unidade Católico-Luterana, que continua trabalhando na rota marcada na época e reiterada ao longo dos anos. Um traçado que culminou com a assinatura da “Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação” de 1999 e, mais recentemente, com a assinatura, em outubro passado, em Lund, do documento “Do conflito à comunhão”, que, reconhecendo os respectivos erros, olha com confiança para o diálogo e para a recíproca compreensão em curso, fundamento para futuras relações cada vez mais estreitas entre as várias denominações cristãs.

A sessão deste ano foi sediada pela Igreja Evangélica da Confissão de Augsburg, na Polônia, em colaboração com o Centro de Cultura e Ciência da Faculdade de Teologia da Universidade de Opole.

Os trabalhos se focaram em torno do tema do Batismo, já abordado a partir de 2009, mas que logo foi posto de lado para se dedicar toda a atenção às celebrações do quinto centenário da Reforma, com o corolário dos importantes documentos apresentados para a ocasião. Um texto final deveria ser entregue às respectivas lideranças das Igrejas até o próximo ano e será mais uma peça do mosaico que está sendo composto há 50 anos.

O primeiro mandato conferido aos representantes das duas Igrejas (1967) foi discutir “O Evangelho e a Igreja”. Daí saiu um documento em 1972 (Relatório de Malta) que destaca uma “progressiva superação das controvérsias doutrinais”, apesar da persistência de “problemas estruturais” responsáveis pela divisão entre as duas Igrejas.

Uma segunda fase de diálogo desembocou no documento sobre “A Ceia do Senhor” (1980), que reconhece que, na teologia eucarística, as divergências entre as duas Igrejas não são mais separadoras, mas não alcança o acordo proposto sobre a “recíproca admissão à Eucaristia”. Divergências sobre a compreensão da ordenação não permitem o reconhecimento recíproco dos ministros.

Uma terceira série de diálogos internacionais vai de 1986 a 1993. Ela produziu o documento “Igreja e Justificação”. Nele, estuda-se o amplo consenso entre as duas Igrejas sobre a questão da justificação, analisando as suas implicações para a eclesiologia. É expressado um consenso de fundo sobre o essencial, apesar da presença de diferenças que não invalidam o acordo alcançado e não chegam a dividir a Igreja (“Acordo diferenciado”).

E, então, foi a vez da “Declaração Conjunta sobre a Justificação”, assinada pelas mais altas autoridades das duas Igrejas no dia 31 de outubro de 1999, em Augsburg. O resto é história recente.

Em uma carta enviada aos delegados ao trabalho na Polônia, o secretário-geral da Federação Luterana Mundial, pastor Martin Junge, observando os muitos documentos importantes produzidos ao longo dos anos pela comissão, “verdadeiro dom ecumênico”, exortou o grupo a permanecer concentrado sobre o chamado de Deus à unidade da Igreja: “A nossa tarefa, como teólogos e pastores, nunca deveria ser o de fornecer explicações sobre por que a unidade ainda não é possível; a nossa tarefa é a de remover com criatividade e coragem os obstáculos que nos impedem ainda de gozar do dom da unidade”.

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